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Parque Estadual Serra do Mar (núcleo Curucutu) e Ilha do Bororé (Polo de Ecoturismo de São Paulo)

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Parque Estadual Serra do Mar (núcleo Curucutu) e Ilha do Bororé (Polo de Ecoturismo de São Paulo)
Parque Estadual Serra do Mar (núcleo Curucutu) e Ilha do Bororé (Polo de Ecoturismo de São Paulo)

Horário e local

30 de set. de 2023, 06:00 – 21:00

PESM (Curucutu) e Ilha do Bororé, Estr. Velha do Bororé, 1290-1404 - Jardim Santa Tereza, São Paulo - SP, 04856-200, Brasil

Convidados

Sobre o evento

No dia 30 de setembro, iremos ao núcleo Curucutu do Parque Estadual Serra do Mar e a Ilha do Bororé (Polo de Ecoturismo de São Paulo), onde faremos uma Oficina de Tinta de Terra na Casa Ecoativa, visitaremos o Mural da Memória, Capela São Sebastião, Armazém do Edinho, Cogu.Li, Feira de Produtos locais, Mirante da Ilha do Bororé e a Balsa da Ilha do Bororé.

O Parque Estadual Serra do Mar (PESM) é a maior Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral de todo o Bioma da Mata Atlântica. São aproximadamente 333 mil hectares, destinados à proteção dos sistemas biológicos, pesquisa científica, educação ambiental, manutenção da cultura e costumes das Comunidades Tradicionais.

Um dos maiores corredores ecológicos da Mata Atlântica, o PESM é fonte de vida, responsável pela proteção de recursos naturais, históricos e culturais. Essa UC está inserida em 25 municípios do Estado de São Paulo, conectando as florestas da Serra do Mar entre o Sul do Estado do Rio de Janeiro, Vale do Ribeira, até o litoral sul do Estado de São Paulo. Devido à sua enorme extensão, o PESM é gerido por meio de onze núcleos administrativos: Bertioga, Caminhos do Mar, Caraguatatuba, Cunha, Curucutu, Itariru, Itutinga Pilões, Padre Dória, Picinguaba, Santa Virgínia e São Sebastião. Cada um dos núcleos possuem histórias e características singulares, formando um impressionante mosaico de paisagens, biodiversidade e comunidades tradicionais.

O núcleo Curucutu, criado em 1977, abrange parte dos municípios de São Paulo, Itanhaém, Mongaguá e Juquitiba e tem sua origem na antiga Fazenda Curucutu, produtora de carvão, adquirida pelo Estado em 1958 e transformada em Reserva Florestal. Desde aquela época, seu objetivo já era a proteção das nascentes e mananciais da região metropolitana de São Paulo, por meio dos rios Capivari, Monos e Embu Guaçu, que abastecem o reservatório Guarapiranga e o Sistema Mambu/Rio Branco, em Itanhaém. Contribuindo no abastecimento de água para mais de cinco milhões de pessoas. Além de abrigar ecossistemas do Bioma da Mata Atlântica, em especial os Campos Nebulares.

Aproximadamente 350 espécies de aves já foram registradas, entre elas uma das maiores corujas do Brasil, a Murucututu, que é o símbolo do núcleo. Outros animais também fazem parte da fauna da região como Queixadas, Primatas, Antas, e o maior felino do continente americano, a Onça-pintada.

Logo depois da apresentação do PESM (núcleo Curucutu) no Centro de Visitantes, iniciaremos o Circuito Mirante-Bica-Capelinha. A caminhada faz parte de um circuito pelas Trilhas do Mirante, Bica e Capelinha. A Trilha do Mirante passa pelos Campos Nebulares, importante ecossistema do núcleo. O percurso dá acesso ao mirante, na divisa dos municípios de Itanhaém e São Paulo onde, em dias de boa visibilidade, é possível avistar algumas praias do litoral sul paulista, como Itanhaém, Mongaguá e o Maciço da Juréia-Itatins, em Peruíbe. A Trilha da Bica acessa uma das nascentes do Rio Embu-Guaçu, com água cristalina e refrescante. Para finalizar o circuito e as atividades no PESM, faremos a Trilha da Capelinha, para conhecer a Capela de Santa Rita de Cássia, que foi construída em 1963 pelos antigos funcionários da Reserva Curucutu.

Depois das atividades no PESM (núcleo Curucutu), o nosso destino será a Ilha do Bororé, que faz parte do Polo de Ecoturismo de São Paulo (Circuito Bororé-Colônia). O Polo de Ecoturismo de São Paulo tem como objetivo preservar o patrimônio natural e cultural da região, utilizando o Turismo de Base Comunitária como vetor de desenvolvimento econômico e social, além de indutor da preservação do meio ambiente, gerando oportunidades de empregos, apoio a negócios sustentáveis e conscientização da comunidade local. A Ilha do Bororé é um bairro cercado pela Represa Billings, localizado no extremo sul da cidade de São Paulo, o local está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal Bororé-Colônia e fica a cerca de 30 km do centro da cidade.

A nossa primeira parada na Ilha do Bororé será na Casa Ecoativa para o almoço Agroecológico com produtos da região. Iniciativa que tem por objetivo valorizar e dar visibilidade a Agricultura Familiar de Base Ecológica.

Após o almoço, faremos uma Roda de Dinâmica e conheceremos a Casa Ecoativa, que é um programa de gestão ambiental participativo e possui um espaço de convivência que tem articulado e construído propostas e atividades sócio-eco-culturais desde 1998 (o lugar ficou inativo entre 2006 e 2013), com foco no resgate da cultura da comunidade, valorizando os artistas populares da região e ações voltadas à preservação do meio ambiente. A gestão é feita por um coletivo que teve início a partir de atuações conjuntas na Escola Adrião Bernardes com a oficina de horta escolar e a Permacultura, começando a articular, desde então, outras atividades com extensão a escola no espaço da Casa Ecoativa junto com coletivos culturais e de ativismo socioambiental. No Polo de Ecoturismo, o espaço é um dos mais significativos representantes do Turismo de Base Comunitária, Pedagógico e da Agricultura Familiar de Base Ecológica.

Na Casa Ecoativa, teremos a oportunidade de participar da Oficina de Tinta de Terra. O objetivo é capacitar e incentivar os participantes a produzirem sua própria tinta, com materiais acessíveis, de baixo custo e baixo impacto. Transmitir o conhecimento acerca da produção de tintas de terra e introduzir a pintura com tintas naturais, possibilitando a substituição das tintas convencionais pelas tintas naturais artesanais.

O nosso próximo destino será a Vila da Ilha do Bororé, onde iremos conhecer o Mural da Memória, Capela São Sebastião e o Armazém do Edinho. O local do Mural da Memória foi estrategicamente escolhido por sua grande visibilidade, permitindo que cada habitante se reconheça ali, fazendo parte da história ilustrada com grafite, pichação, estêncil e lambe-lambe a partir das entrevistas com os mais antigos moradores e lideranças locais. A ocupação anterior do território, os ambientes selvagens, a presença indígena, os bandeirantes, a construção da Igrejinha e a construção da Represa Billings, enfatizando o fato dela ser uma barragem artificial, foram os temas mais utilizados para reconstruir a memória da Ilha do Bororé.

Os traços coloniais em azul e branco da Capela de São Sebastião, construída em 1904 e tombada como patrimônio histórico, guarda a imagem do padroeiro esculpida em madeira com traços indígenas. São Sebastião é também conhecido no sincretismo religioso com as religiões de matriz africana como Oxóssi, não por acaso, é um grande protetor da floresta.

Na Vila, conheceremos o Armazém do Edinho, uma vendinha e bar que parece estar congelado no tempo. O local possui aquela atmosfera de quando as coisas eram mais simples e o ritmo era desacelerado, que combina muito bem com o ar interiorano da Ilha do Bororé. A decoração é rústica, com móveis de madeira, balança analógica e uma arquitetura simples, que se originou com o local.

Dando sequência nas atividades, iremos visitar a Cogu.Li e a Feira de Produtos Locais. A Cogu.Li fica na belíssima península da Ilha do Bororé e produz Shimeji, Shiitake, cogumelo Portobello e cogumelo Paris. O sítio produz e comercializam essas iguarias deliciosas, integrantes do fantástico Reino Fungi, in natura ou em forma de antepastos. Os cogumelos são produzidos através da Agricultura Familiar, após conhecermos o trabalho no sítio, visitaremos a Feira de Produtos que são produzidos na região. Todas as atividades fazem parte do Turismo de Base Comunitária.

O último atrativo será o Mirante da Ilha do Bororé, com localização privilegiada, numa ponta de terra à beira da Represa Billings. Além de apreciar a visão panorâmica na área cercada pelas águas da represa, existem duas placas para tirar fotos com a paisagem ao fundo. Vale lembrar que a Ilha do Bororé é popularmente chamada de ilha, mas a formação da região, na verdade, é de uma península.

Durante o retorno, teremos a oportunidade de conhecer um modal de transporte que a maioria da população ainda não tenha utilizado. Na nossa saída da Ilha do Bororé, iremos utilizar uma balsa. A Balsa conecta a Ilha do Bororé com o bairro do Grajaú. Vale lembrar que a Ilha do Bororé está inserida no município de São Paulo, o retorno pela balsa parece uma conexão com dois mundos diferentes. Isso nos faz refletir como a Metrópole é repleta de surpresas.

Ingressos

  • À partir

    Pode ser dividido em até 12x no cartão de crédito (com juros) - PIX - CNPJ. 16.926.961/0001-61 O Bicho Biotrips Ecoturismo LTDA.

    R$ 310,00
    Taxa de serviço de R$ 7,75

Total

R$ 0,00

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