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Terra Indígena do Jaraguá (Tekoa Itakupe) e Parque Estadual Jaraguá

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Terra Indígena do Jaraguá (Tekoa Itakupe) e Parque Estadual Jaraguá
Terra Indígena do Jaraguá (Tekoa Itakupe) e Parque Estadual Jaraguá

Horário e local

25 de jan. de 2024, 07:00 – 17:00

Tekoa Itakupe e PE Jaraguá, Av. Chica Luísa, 1041 - Vila Chica Luisa, São Paulo - SP, 05183-270, Brasil

Convidados

Sobre o evento

No feriado do dia 25 de janeiro, iremos visitar a Terra Indígena do Jaraguá (Tekoa Itakupe) e o Parque Estadual Jaraguá (PEJ). A palavra Jaraguá, tem dois significados, para os povos originários (indígenas) significa “Deus da nuvem branca” e para os invasores europeus significa “Senhor dos Vales”. Essa característica é marcante no local, com formações geológicas que chegam a 1.135 metros de altitude, tendo o Pico do Jaraguá como o ponto mais alto da Cidade de São Paulo. Sendo um atrativo natural único para o município de São Paulo.

É possível encontrar rica biodiversidade de fauna e flora, como Macaco-prego, Tucano-de-bico-verde, Bicho-preguiça, Sagui-do-tufo-branco, Serelepe, Palmeira-juçara, Guapuruvu, Ipê-amarelo, Pau-brasil, Pau-d’alho e um belíssimo Jatobá com aproximadamente 500 anos.

A Terra Indígena (TI) do Jaraguá é uma comunidade de costumes tradicionais dos povos originários da etnia Guarani M’bya, localizada na parte noroeste da cidade de São Paulo e sobreposta ao Parque Estadual Jaraguá, que é uma Unidade de Conservação gerida pelo Governo Estadual. Na TI Jaraguá residem aproximadamente 700 indígenas, que vivem em sete aldeias (Tekoa Ytu, Tekoa Pyau, Tekoa Itakupe, Tekoa Itaverá, Tekoa Itaendy, Tekoa Yvy Porã e Tekoa Pindo Mirim).

A Tekoa Itakupe é um dos núcleos familiares na Terra Indígena Jaraguá, no local vivem aproxidamente 100 indígenas, que resistem e preservam a natureza nativa desse território ancestral, protegendo 72 hectares da especulação imobiliária, o garimpo ilegal e a apropriação cultural dos costumes, hábitos e o modo tradicional de viver.

Logo na chegada teremos uma interessante Roda de Conversa com o Xeramoi (Pajé). A fala dos anciões é de extrema importância e deve ser valorizada em qualquer cultura. Na cultura dos povos originários quem tem essa missão de ser o guardião dos costumes e tradições é o Pajé e ouvi-lo é o que fortalece e mantém a cultura ancestral viva. O Pajé é o líder espiritual dentro da cultura dos indígenas, suas falas sempre trazem o tema da espiritualidade, filosofia, cosmovisão dos povos originários, trechos da ampla história da etnia, a tradição do plantio, viver da terra, da água, também é curandeiro e conselheiro. Ele que fortalece a comunidade todos os dias no costume de rezar e agradecer pelo dia e pela vida.

Após a Roda de Conversa, faremos uma Caminhada pela floresta. Durante a caminhada na Tekoa Itakupe, iremos visitar os lagos que os Povos Originários construíram. Recuperaram o fluxo de água da nascente de um rio na maior metrópole da América Latina. Além de recuperar o caminho da água, a iniciativa possibilitou a introdução de peixes que faziam parte da biodiversidade da região, garantindo alimento para a comunidade que vive pressionada pela especulação imobiliária e o processo de urbanização. Além dos lagos, iremos conhecer os resquícios arqueológicos do tempo em que o território ancestral foi invadido pelos bandeirantes. Olhar para a paisagem, é como voltar no tempo. Vem de longe, lá da Serra de Paranapiacaba, até chegar a um lindo planalto onde já se destacava imponente e majestoso, o “Senhor dos Vales”, hoje conhecido como Pico do Jaraguá. Não demorou muito para o bandeirante Afonso Sardinha em busca de ouro, invadir, matar e escravizar os povos originários que sempre foram os guardiões do morro sagrado. É uma caminhada que nos faz questionar a própria história, desfazendo equívocos e nos mostrando que o país que hoje chamamos de Brasil, não foi descoberto, foi invadido!

Depois da Caminhada pela floresta, iremos assistir uma apresentação de Canto e Coral Guarani. O Canto é uma das formas de repassar os saberes ancestrais aos mais novos, a participação dos jovens no coral é uma maneira de estarem sempre conectados com os mais velhos, escutando histórias sobre a criação, rezando e agradecendo por conseguirem manter o modo ancestral de vida. A música, a dança e o canto são acompanhados por instrumentos tradicionais e outros que foram introduzidos na cultura dos povos originários.

Na sequência teremos a Dança do Xondaro, nessa atividade iremos conhecer uma interessante e antiga técnica de luta utilizada pelos Guarani e desconhecida pela maioria dos brasileiros. Ela se denomina Xondaro (significa “Guerreiro” em Guarani), como a ênfase no equilíbrio, agilidade e gestos baseados nos movimentos de animais e a atitude de “desviar-se”, preferindo não se contrapor ao oponente, deixando-o gastar suas energias.

Para finalizar as atividades na Tekoa Itakupe, teremos uma Exposição e venda de Artesanato Guarani. As mulheres são as grandes representantes da força de resistência dentro da TI, são responsáveis pela produção da arte tradicional e transmissoras dos conhecimentos para as futuras gerações. O artesanato é uma das fontes de renda da comunidade, utilizando miçangas para produzir colares, pulseiras e anéis. Também contam com o apoio dos companheiros e filhos que ajudam na coleta de materiais oferecidos na floresta, para produzir zarabatanas, apitos, flautas, animais tralhados em madeira, arcos e flechas.

Após o termino das atividades na Tekoa Itakupe, iremos conhecer o Parque Estadual Jaraguá (PEJ), uma Unidade de Conservação de Proteção Integral que possui 492 hectares e abriga um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica da Região Metropolitana de São Paulo. Antiga fazenda do ciclo do ouro e café, sua área foi adquirida pelo Governo Estadual em 1939 e transformada em Parque Estadual em 1961, com o objetivo de proteger os recursos naturais da região, incentivar a pesquisa cientifica e promover a educação ambiental. As primeiras expedições na região ocorrem no final do séc. XVI e foram descobertos os primeiros indícios de ouro no Brasil, contribuindo para o inicio do ciclo do ouro na região do Jaraguá.

Iniciaremos as atividades no PEJ com o Histórico Cultural no Casarão Afonso Sardinha e Tanque de Lavagem de Ouro. O Casarão foi construído por volta de 1.580 pelo bandeirante Afonso Sardinha, que invadiu e escravizou os indígenas para a exploração do ouro. As primeiras moedas do Brasil foram produzidas com o ouro extraído das terras do Jaraguá.

Logo depois, conheceremos a Trilha do Silêncio, a trilha leva esse nome devido à vegetação densa que abafa grande parte dos ruídos produzidos pelas rodovias que cercam o Parque. Trilha linear no interior da floresta. O percurso conta com passarelas de madeira e é a primeira trilha adaptada no Estado de São Paulo para portadores de necessidades especiais. Faremos uma atividade de sensibilização ambiental durante o percurso.

Para finalizar as nossas atividades, iremos conhecer o Mirante e Pico do Jaraguá, O Pico do Jaraguá, com 1.135 m de altitude é o ponto mais alto da Cidade de São Paulo. De lá avistaremos toda a cidade de São Paulo, parte do município de Osasco, as rodovias Bandeirantes, Anhanguera e Rodoanel. É possível também, em dias muito claros, visualizar o início da Serra do Mar.

Ingressos

  • À partir

    Via PIX não tem cobrança de Taxa de serviço. Chave PIX - CNPJ. 16.926.961/0001-61 O Bicho Biotrips Ecoturismo LTDA. Pode ser dividido em até 12x no cartão de crédito (com juros).

    R$ 280,00
    Taxa de serviço de R$ 7,00
    Esgotado

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