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Floresta Nacional de Ipanema

A Floresta Nacional (FLONA) de Ipanema tem aproximadamente 5.069 hectares e foi criada em 1992. É uma Unidade de Conservação Federal gerida pelo ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Localizada a 120 km da cidade de São Paulo, a FLONA abrange parte dos municípios de Iperó, Araçoiaba da Serra e Capela do Alto, sua criação inseriu-se no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco-92. A missão da FLONA de Ipanema é proteger, conservar e restaurar os remanescentes de vegetação nativa do Bioma da Mata Atlântica, especialmente o Morro Araçoiaba, e seus ambientes associados, seus atributos naturais, históricos e culturais, promover o manejo florestal, o uso público e ser referência em integração socioambiental, pesquisa e disseminação de conhecimentos.

A Unidade de Conservação possui uma rica biodiversidade, com 354 espécies de aves, 27 espécies de répteis, 38 espécies de anfíbios, 37 espécies de peixes e 75 espécies de mamíferos, com destaques para o Lobo-guará, a Jaguatirica, Lontra, Cachorro-do-mato, Irara, Tamanduá-bandeira, Urubu-rei, Águia-cinzenta, Águia-pescadora, Pavó, Tucano-toco, Sapo-ferreiro, Urutu-cruzeiro, Cascavel, Lagarto-teiú entre outros. A heterogeneidade ambiental da FLONA de Ipanema ganha maior importância por se situar numa área de transição entre dois Biomas, o Cerrado e a Mata Atlântica.

A FLONA de Ipanema também guarda testemunhos da história, com sítios arqueológicos anteriores à chegada dos invasores europeus, que estão protegidos pela floresta densa do Morro Araçoiaba, uma formação geológica, de origem vulcânica, com grande diversidade mineral, sendo a magnetita o minério predominante e utilizado para a fabricação de ferro na Real Fábrica de Ferro São João de Ipanema, criada por D. João VI, em 1810, mas conhecida desde o século XVI, quando a expedição do Bandeirante Afonso Sardinha e seu filho resultou na construção de duas forjas, em 1589, reconhecidas pela Associação Mundial de Produtores de Aço como a primeira tentativa de fabricação de ferro no continente americano.

Instituto Butantan

O Instituto Butantan é o principal produtor de imunobiológicos do Brasil, responsável por grande porcentagem da produção nacional de soros hiperimunes e grande volume da produção nacional de antígenos vacinais, que compõem as vacinas utilizadas no Programa Nacional de Imunizações – PNI, do Ministério da Saúde. As atividades de desenvolvimento tecnológico na produção de insumos para a saúde estão associadas basicamente à produção de vacinas, soros e biofármacos para uso humano. Sua principal missão institucional é, portanto, atender às demandas primordialmente voltadas para a saúde pública, contribuindo com o Estado no contínuo esforço de prover o bem-estar da população.

O Instituto desenvolve estudos e pesquisa básica nas áreas de Biologia e de Biomedicina relacionadas, direta ou indiretamente, com a saúde pública. Realiza missões científicas no país e no exterior através das Organizações Mundial e Panamericana da Saúde, UNICEF e ONU. Colabora para a melhoria da saúde global com outros órgãos da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e do Ministério da Saúde, no Brasil. Atua em parceria com diversas universidades e entidades, na consecução de seus objetivos institucionais.

Desenvolve projetos de pesquisas básica e aplicada, tais como estudos sobre animais peçonhentos, agentes patogênicos, inovação e modernização dos processos de produção e controle de imunobiológicos e estudos clínicos, terapêuticos e epidemiológicos relacionados aos acidentes humanos causados por animais peçonhentos.

Capacitam alunos através de estágios em nível de iniciação científica, aperfeiçoamento profissional e pós-graduação (mestrado e doutorado). É responsável pelo Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Toxinologia e, mais recentemente, MBA Gestão da Inovação em Saúde, que apresenta todas as etapas e processos existentes entre pesquisa, inovação, patenteamento, produção e comercialização de produtos.

Oferece também cursos de extensão, visando à formação de profissionais que possam ser multiplicadores de informações em saúde pública, cursos de aperfeiçoamento de curta duração, abordando temas como animais peçonhentos, insetos de importância médica, soros e vacinas, destinados à comunidade em geral, estudantes, professores, militares, bombeiros, agropecuaristas, entre outros.

Leitura da Paisagem dos Rios Canalizados (Rio Água Preta)

Na atividade de Leitura e interpretação da Paisagem dos Rios Canalizados, existem vários elementos conceituais sobre os quais podemos compreender o espaço geográfico e suas inúmeras formas de análise. O principal objetivo da atividade é fazer com que os participantes possam interpretar a paisagem através da observação da topografia e geomorfologia do percurso do Rio Água Preta, um curso d’água que foi canalizado, assim como tantos outros e a partir daí, tentar entender a relação histórica do modelo de urbanização, desenvolvimento e relação da cidade de São Paulo com seus rios, córregos e riachos.

Os estudos apoiados na historiografia e na iconografia aponta a importância da rica rede fluvial para a fundação e estabelecimento da cidade, demostrando como ao longo do tempo e à medida que a cidade crescia, os cursos d’água foram sendo deteriorados e passaram a ser vistos como obstáculos ao crescimento urbano, tornando alvo de intervenções e transformações. Tais intervenções implicaram na supressão dos rios da paisagem urbana da cidade de São Paulo. A presença dos rios garantia a segurança da Vila de São Paulo de Piratininga nos primórdios da invasão dos europeus, mas no final do século XVIII os rios passaram a limitar a circulação, expansão e ocupação da cidade em pleno crescimento.

À medida que a cidade de São Paulo começa a se expandir, avançando sobre áreas de topografia irregular, cuja ocupação demandava obras dispendiosas como viadutos, as áreas de várzeas, apesar de periodicamente encharcadas, passaram a atrair a atenção, tornando-se uma opção lucrativa à especulação imobiliária. Através de um discurso de “saneamento” e combate às enchentes, a cidade foi criando novos terrenos através do aterro das várzeas, retificações e canalizações dos rios.

O Água Preta foi um dos diversos rios canalizados no processo de urbanização. As nascentes do Rio Água Preta ficam situadas no Bairro da Pompéia, exatamente na Praça Homero Silva (Praça da Nascente), percorrendo aproximadamente 3 km até desaguar no Rio Tietê.

Parque Estadual Cantareira (núcleo Pedra Grande)

O Parque Estadual Cantareira tem aproximadamente 7.900 hectares e foi criado em 1963, dividido em quatro núcleos (Águas Claras, Cabuçu, Engordador e Pedra Grande), que estão inseridos nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Mairiporã e Caieiras. Sendo assim, possui uma das maiores áreas de floresta em regiões urbanas de todo o mundo.

Essa Unidade de Conservação (UC) abriga um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica da Região Metropolitana, e de extrema relevância ecológica para a cidade de São Paulo. Foi declarado parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo pela UNESCO em 1994.

Cantareira foi o nome dado a serra pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e as outras regiões do país, nos séculos XVI e XVII, devido à grande quantidade de nascentes e córregos encontrados na região. Era costume, na época, armazenar a água em jarros de barro, os cântaros, e o apoio usado para guardá-los, chamava-se Cantareira.

É considerada uma Unidade de Conservação de Proteção Integral (onde é permitido somente o uso indireto de seus recursos), por esse motivo é destinado para manutenção dos sistemas biológicos, a pesquisa científica, educação ambiental, estudo do meio, ecoturismo e o lazer. O local abriga diversas espécies de animais e vegetais, inclusive algumas que estão ameaçadas de extinção.

O núcleo Pedra Grande foi o primeiro a ser aberto ao público, em 1989. Seu grande destaque é a Pedra Grande, um afloramento rochoso de granito, mirante natural com aproximadamente 1.010 m de altitude, que possibilita a vista panorâmica de parte da cidade de São Paulo. O Museu da Pedra Grande é outro atrativo, complementar à Pedra Grande. Foi inaugurado em 1971 e abriga uma maquete do parque de 1937.

Parque Estadual Fontes do Ipiranga e Jardim Botânico de São Paulo

O Parque Estadual Fontes do Ipiranga (PEFI) está localizado na região sudeste do município de São Paulo, possui uma área de aproximadamente 540 hectares, foi criado em 1969 e apresenta vegetação característica do Bioma da Mata Atlântica, onde se concentram as nascentes do histórico Riacho do Ipiranga.

O principal aspecto de interesse histórico do PEFI diz respeito à representação simbólica de suas fontes, ligadas a Independência do Brasil, ao Estado como berço da nação e da cidade de São Paulo como cenário em construção alvo dessas representações. A associação destas ideias é particularmente interpretada a partir do lugar onde ocorreu o “grito”, as margens do riacho Ipiranga.

No PEFI estão inseridos vários órgãos do Estado com funções distintas e administração própria, que desenvolvem atividades voltadas para a pesquisa científica, educação ambiental, estudo do meio, saúde, lazer, recreação, turismo e desenvolvimento econômico. A área do parque evidencia suas qualidades e riquezas naturais que o coloca ainda como referência na área dos conhecimentos científicos voltados para a botânica e a zoologia. Um dos órgãos inseridos é o Jardim Botânico de São Paulo.

O Jardim Botânico de São Paulo foi fundado em 1928 a partir de um convite feito ao naturalista brasileiro Frederico Carlos Hoehne, para que implantasse um projeto de botânica na região da Água Funda, na cidade de São Paulo. Antes disso a região servia para abastecimento de água do bairro do Ipiranga. Nesse mesmo ano foi criado por Frederico o Orquidário de São Paulo, considerado o marco inicial do jardim. Porém, foi apenas em 1938, com a criação do Departamento de Botânica de São Paulo, que o espaço foi definidamente oficializado.

O local tem o objetivo de mostrar o quanto à natureza é importante, e enfatizar cada vez mais o cuidado que se deve ter com a biodiversidade, a partir desse intuito ele abriga inúmeros seres vivos, como por exemplo, árvores que estão em risco de extinção e aproximadamente 139 espécies de aves.

Os Jardins Botânicos têm um papel fundamental na conservação de espécies, na realização de pesquisa científica, no desenvolvimento sustentável e na realização de práticas educativas que permitem a construção de novos conhecimentos, o despertar de valores e emoções e conexão de pessoas com a natureza.

Parque Estadual Jaraguá

O Parque Estadual Jaraguá (PEJ) possui 492 hectares e abriga um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica da Região Metropolitana de São Paulo. Antiga fazenda do ciclo do ouro, sua área foi adquirida pelo Governo Estadual em 1939 e transformada em Parque Estadual em 1961, com o objetivo de proteger os recursos naturais da região, incentivar a pesquisa cientifica e promover a educação ambiental.

As primeiras expedições na região ocorrem no final do séc. XVI e foram descobertos os primeiros indícios de ouro no Brasil, contribuindo para o inicio do ciclo do ouro na região do Jaraguá. Porém somente após alguns anos o bandeirante Afonso Sardinha conseguiu se estabelecer no local e construir o Grande Casarão Bandeirista e o tanque de lavagem de ouro que ainda hoje existem como testemunhos da exploração aurífera. A profusão de ouro retirado do Jaraguá rendeu-lhe o apelido de Peru-do-Brasil.

Tanto que as primeiras moedas foram produzidas com o ouro coletado nos tanques de lavagem do local. A exploração do ouro se estendeu até meados do século XIX, quando a atividade econômica principal passou a ser o cultivo do café.

A partir daí, a fazenda Jaraguá passou por vários proprietários até 1939, quando foi adquirida pelo Governo do Estado de São Paulo. Em 03 de maio de 1961 foi criado o Parque Estadual do Jaraguá.

Planetário Professor Aristóteles Orsini

O Planetário Professor Aristóteles Orsini, também conhecido como Planetário do Ibirapuera, está localizado no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo. Foi inaugurado 1957, sendo o primeiro planetário do Brasil.

Em 1951, o Professor Aristóteles Orsini, então diretor científico da Associação dos Amadores de Astronomia de São Paulo (AAA), sugeriu o envio de uma lista, com os planetários já existentes no mundo, para a Comissão do Quarto Centenário da cidade de São Paulo, que havia sido criada com o intuito de organizar as comemorações referentes aos 400 anos da cidade. A ideia inicial era de que fosse construído um planetário na capital paulistana e que sua inauguração fizesse parte dos festejos, que aconteceriam em 1954.

A proposta sugerida pelo professor foi levada adiante na então gestão do prefeito Armando de Arruda Pereira. Assim, em 1952, a Prefeitura de São Paulo comprou o projetor Zeiss, feito pela fábrica alemã de aparelhos óticos de mesmo nome, fundada por Carl Zeiss.

O local é considerado uma grande atração para os amantes do espaço sideral, pois todas as imagens de estrelas, planetas, constelações e nebulosas são captadas por telescópios, portanto, imagens com brilho e cores reais. Tudo isso graças ao projetor de última geração Starmaster, que devido ao seu posicionamento no centro da sala e a outros fatores importantes como, características arquitetônicas, temos uma sensação maior de imersão.

Terra Indígena do Jaraguá (Tekoa Itakupe)

De acordo com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a atual população indígena do Brasil é de aproximadamente 818.000 indivíduos, representando 0,4% da população brasileira. Vivendo em aldeias e somam 503.000 indígenas. Há, contudo, estimativas de que existam 315.000 vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas.

Cerca de 800 indígenas moram ao redor do Pico do Jaraguá numa área que não chega a dois hectares. A Terra Indígena do Jaraguá é considerada a menor do mundo, mas eles reivindicam uma área muito maior na região há 60 anos, são aproximadamente 532 hectares e está sobreposta ao Parque Estadual Jaraguá.

Uma portaria do Ministério da Justiça tornou esse território na Terra Indígena Jaraguá. O interesse indígena nessa área é para o reflorestamento, fazer plantio e poder manter a cultura que aos poucos vai se perdendo em razão dos povos originários do Brasil estarem sendo colocados à margem da sociedade. Até os 7 anos, todos os curumins (crianças) aprendem somente o Guarani, após essa idade eles aprendem a língua portuguesa.

Mesmo no meio da cidade, os povos originários vêm tentando manter seu modo de vida tradicional, e, para isso, contam com a natureza. Desde 2018, eles constroem lagos a partir de nascentes para que possam retirar seu sustento dos peixes. Apesar da urbanização no entorno da Terra Indígena Jaraguá, a pesca é só mais um dos esforços para manter viva a cultura guarani.

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